Bebê espancado até a morte

Foto: Xico Morais

Um crime bárbaro marcou o Dia de São João em Campina Grande. Ontem pela manhã, por volta das 6h, o albergado Carlos Alberto Guedes da Silva, 28 anos, agrediu até a morte o seu filho, um bebê de apenas oito meses de idade. O crime aconteceu na casa do acusado, na Rua Palestina, bairro de Santa Rosa. Segundo os moradores da localidade, Carlos matou a criança na frente dos seus outros dois filhos, um de 8 anos e outro de 2 anos. O acusado ainda teria contado com a ajuda da companheira, mãe das crianças, que nega ter participado do crime.

Um vizinho do acusado, que preferiu não se identificar, foi quem primeiro teve conhecimento do fato e, imediatamente, chamou a polícia. Ele soube do que houve porque foi até a casa de Carlos e, chegando lá, chamou pelo dono da casa, mas quem abriu a porta foi a criança de 8 anos. Ao perguntar pelo pai, o menino disse que ele havia matado o seu irmãozinho e ido embora, deixando-o sozinho com seu irmão mais novo.

Depois de acionada, a polícia chegou em poucos minutos ao local do crime, juntamente com a equipe de perícia criminalística, e constatou que o bebê havia sido fortemente espancado com socos. Provavelmente, o assassino também teria utilizado algum tipo material sólido para bater na criança. Análise preliminar da perícia identificou, ainda, fortes sinais de estupro, uma vez que os genitais do bebê estavam dilacerados.

Após o crime, Carlos Alberto fugiu, mas a Polícia Militar conseguiu encontrá-lo na casa de familiares, no bairro do Rocha Cavalcante. Ao ver os policiais, o criminoso se armou com uma faca peixeira e reagiu à prisão. A polícia precisou efetuar dois disparos, um no joelho esquerdo e outro no ombro direito do acusado, para conseguir efetuar sua prisão em flagrante. Depois de dominado, Carlos foi socorrido e levado para o Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

Bebida

Ainda no hospital, o acusado, que estava com albergue quebrado (cumpria pena por assalto), assumiu a autoria do crime e afirmouque estava bêbado e que tinha batido no filho, porque ele estava chorando muito e isso o havia irritado. Carlos disse que deu tapas no rosto da criança e, em seguida, saiu de casa, mas sem saber que o bebê estava morto. Ele negou que tenha feito uso de algum objeto para agredir a criança e também negou as acusações sobre o possível estupro, mesmo diante das imagens que mostravam o bebê com hematomas por todo o corpo e com seus genitais retalhados.

A mãe da criança, Ana Lúcia da Silva, de acordo com o testemunho do irmão mais velho da vítima, também teria participado do espancamento. Ela havia fugido, mas foi presa pela Polícia Civil, no final da manhã, nas proximidades do bairro onde mora. Segundo o delegado Graciano Danilo Borba Orengo, ela nega a acusação, mas o depoimento da criança que testemunhou o crime é muito claro à respeito da participação de Ana Lúcia no ato.

Presos em flagrante, Carlos Alberto e Ana Lúcia foram autuados por homicídio. Ainda ontem, Ana foi encaminhada para o Presídio Feminino, nobairro do Serrotão, e Carlos foi levado para o Presídio do Monte Santo. Por enquanto, os outros dois filhos do casal estão sob a responsabilidade do Conselho Tutelar, que já acompanhava a família, devido a denúncias de violência contra menores. Uma tia das crianças já demonstrou interesse em ficar com a custódia dos meninos, mas o pedido ainda vai ser analisado pelo Conselho Tutelar.

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