Serra diz que não é nem oposição, nem situação

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou hoje que não se considera nem como oposição nem como situação em relação ao governo. “Eu não me coloco como oposição nem como situação”, disse, em entrevista a veículos da Rede Record em Porto Alegre (RS). “Eu me coloco como um candidato para o futuro” acrescentou, ao responder a uma questão sobre o fato de prometer preservar programas do governo Lula e, ao mesmo tempo, se colocar como oposição.

“Política para mim não é Fla-Flu, não é Grêmio versus Internacional”, prosseguiu, recorrendo à rivalidades de clubes de futebol. Serra citou, como exemplo da sua atitude, seu comportamento durante o governo Fernando Collor de Mello, quando era líder de seu partido, opositor ao governo na ocasião. “Ninguém me viu trabalhar lá pelo quanto pior melhor”, afirmou.

Na entrevista, Serra elogiou a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), do ponto de vista administrativo, e negou preocupação da cúpula do partido com o desgaste sofrido pela correligionária por causa de denúncias contra seu governo. “Não há essa preocupação”, afirmou. “A Yeda submeteu-se à Justiça, que é o que devia ter sido feito”, acrescentou, dizendo que houve “muita campanha política” para explorar a situação.

Segundo Serra, Yeda tem conquistas administrativas que são reconhecidas até por adversários. Serra disse que também não é um candidato “estritamente partidário”. “Sou de um partido, batalho por ele, mas sou candidato para somar”, declarou.

Agrado

Serra esforçou-se para mostrar identificação e agradar o eleitorado gaúcho. Em entrevista a jornalistas do Grupo RBS, principal empresa de comunicação do Estado, Serra elogiou o sotaque das mulheres do Sul, contou sobre uma ex-namorada gaúcha e fez uma promessa local: se eleito presidente, vai construir uma segunda ponte sobre o Rio Guaíba, ligando Porto Alegre à cidade de Guaíba. “Meu compromisso é de estar voltado para o Rio Grande. Eu vou olhar para cá. Vocês podem estar certos disso”, disse.

A maioria das perguntas dos entrevistadores abordava preocupações regionais, como a dificuldade de se construir uma segunda ponte sobre o Rio Guaíba, para melhorar o trânsito na zona sul de Porto Alegre. “Eu vou fazer a segunda ponte do Guaíba. Não é uma promessa. É um anúncio”, prometeu.

Para o presidenciável, o Rio Grande do Sul vem recebendo ao longo dos anos um “subinvestimento federal”.

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