Agentes penitenciários e policiais civis param trabalhos em toda a PB

Policiais civis e agentes penitenciários param os trabalhos em delegacias, presídios e cadeias de toda a Paraíba nesta sexta-feira (23) em adesão a um calendário nacional de protestos pela aprovação de Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) que preveem melhorias nas condições salariais e de trabalho para as duas categorias.

Nas delegacias, centrais de polícia e superintendências regionais de Polícia Civil, a mobilização acontece a partir das 8h desta sexta e segue até as 8h do sábado (24). Neste período, cerca 1.400 profissionais suspendem as atividades. Não serão feitos serviços básicos, como os registros de boletins de ocorrência. Os procedimentos investigativos, cerca de 8 mil inquéritos policiais, também serão suspensos. Serão realizados apenas os registros de flagrantes e que implicarem em prejuízo irreparável para o cidadão.

Das 8h às 18h desta sexta, os policiais civis se concentram na Central de Polícia de João Pessoa. De acordo com a Associação dos Policiais Civis de Carreira (Aspol-PB), 30% do efetivo trabalhará em regime de plantão, fazendo um rodízio. Nas delegacias regionais, que atendem a vários municípios, a categoria garantiu que será disponibilizado um efetivo mínimo para atendimento.

Já nas distritais da região metropolitana de João Pessoa, haverá uma escala a partir das 18h desta sexta onde cada uma ficará aberta por determinados horários. Confira o funcionamento:

18h às 20h30 – 7ª DD (Cabedelo) e 10ª DD (Tambaú)
20h30 às 23h – 5ª DD (Bayeux) e 6ª DD (Santa Rita)
23h às 1h30 – 1ª DD (Cruz das Armas) e 9ª DD (Mangabeira)
1h30 às 4h – 7ª DD (Cabedelo) e 10ª DD (Tambaú)
4h às 6h30 – 5ª DD (Bayeux) e 6ª DD (Santa Rita)
6h30 às 8h – 1ª DD (Cruz das Armas) e 9ª DD (Mangabeira)

A categoria luta pela aprovação da PEC 446, que estabelece um piso salarial nacional de R$ 3,5 mil para os policiais civis, militares e bombeiros. O texto ainda tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Agentes penitenciários

Ao cruzar os braços em todo o Estado, os profissionais suspenderão as visitas de parentes de detentos aos presídios, bem como a escolta de presos para audiências e o atendimento ao público, segundo explicou Manuel Leite de Araújo, presidente do Sindicato dos Servidores da Secretaria Estadual da Cidadania e Administração Penitenciária da Paraíba (Sindsecap-PB).

Esta é uma paralisação de advertência com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 308, que sugere a criação da Polícia Penal nos estados brasileiros.

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